Arquivo da tag: MPB

Basta Querer

“Sois bons de incontáveis formas, e não sois maus quando não sois bons, Estais apenas atrasados e com preguiça. É uma pena que os cervos não possam ensinar a velocidade às tartarugas.” (Khalil Gibran – O Profeta)
Anúncios

CANTE UM POUQUINHO PARA MIM

“Eu me sentaria sozinhoradio antigo
E olharia sua luz
Meu único amigo
Pelas noites adolescentes
E tudo
Que eu preciso saber
Eu escuto no meu rádio”


Já  se disse que à cada perda corresponde um ganho, e o fundamento básico seria que ao perder-se, abre-se o vazio indispensável para outras conquistas. Contudo, há o medo de perder-se que pode nos privar de tudo. Parece um clichê comum aos textos de auto-ajuda; mas a realidade cotidiana é infalível: tudo passa cada vez mais rápido. Inevitável perdermos alguma coisa. Por outro lado,  isso leva a encarar novas percepções, dimensões, estruturações, ainda que cheias de  ambivalências, vamos nos acomodando às perdas, aprendendo à administrá-las,  sobrelevando-se. Le paradis est toujours à refaire  assim resumiu André Gide, o paraíso deve sempre refazer-se.

Antigos anúncios testemunham o quanto as coisas mudaram:

“Rádio o que há de novo?
Rádio, alguém ainda te ama”

Um oásis se vislumbra na velocidade digital e na disseminação das bandas largas. Antigos megatons, megahertz, frequências de ZYJ como as difusoras do largo da matriz, tem migrado ao novo universo e o paraíso começa a refazer-se por completo.

“Vamos esperar que você não
Nos deixe, amigo
Como todas as coisas boas,
Dependemos de você
Então apareça,
Pois sentiremos sua falta
Quando crescermos cansados
De todo esse visual
Você teve seu tempo,
Você teve o poder
Você ainda terá
Sua melhor hora
Rádio”

Multiplicam-se exemplos de importantes resgates como o de 8 mil músicas históricas que agora fazem parte do acervo digitalizado da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro

“Canto para te ver mais contente 
pois a ventura dos outros é alegria da gente


(bum, bum, bum, bum, bum)

Canto e sou feliz só assim

Agora peço que cantes 
um pouquinho para mim”.

“Não posso mais viver assim
Ao seu ladinho
Por isso colo o meu ouvido
No radinho de pilha
Prá te sintonizar
Sozinha, numa ilha…

Sonífera Ilha, primeiro grande sucesso dos Titãs, já ganhou inúmeras roupagens através dos anos

“Tudo que ouvimos é rádio ga ga
Rádio goo goo
Rádio ga ga
Tudo que ouvimos é rádio ga ga
Rádio blah blah
Rádio o que há de novo?
Rádio, alguém ainda te ama”
(Queen – Radio Ga Ga)

Caríssimos ouvintes, obrigado
Pela atenção a mim tão dispensada
Nossa programação se encerra agora
Mas de teimosa, volta amanhã
Platéia de meus sonhos, tão amada
O canto é o chamado pra viver
Quando o show terminar, levem pra casa
Não deixem que ele morra por aqui
Eu quero alegria em cada voz
Que a antiga espera tenha a sua vez
E o sonho que carrego em minhas costas
É o laço de união entre vocês, nós”

(Rádio experiência, Milton Nascimento/Tunai)

Um certo Canivete Japonês

“Há que se ter um equilíbrio entre dureza e flexibilidade”, essa é a regra que um bom cuteleiro jamais despreza. A alma de uma faca resulta dos tratamentos térmicos a que é submetida e de detalhes na composição e forja de cada peça. Diz-se que não há quem não se renda à beleza das espadas japonesas. Muito da “mística Samurai” se deve a espada katana (cuja pronúncia é kataná) e sua forma de confecção estabelecida desde o ano 700. Quem não se lembra do ritual apresentado no filme Kill Bill por Quentin Tarantino? Talvez por tamanha fama das Samurais, os canivetes japoneses sejam menos lembrados.

Assim, dentre outras histórias e lendas está a registrada na faixa do álbum Mauá, que, sem se ater a pureza do aço superior ou às tradições dos canivetes Spyderco, festeja um “regalo” carinhosamente mandado do Japão.

Canivete Japonês – Flávia Maria

Álbum Mauá

Breve nas melhores lojas do ramo o Album Mauá com MPB de “grife”
Intérpretes: Flavia Maria e Laudares

A MPB boa de escutar merece acréscimos permanentes. A discografia brasileira carece de produtos de qualidade e sempre há espaço para a boa música com boa poesia e a abordagem de temas contemporâneos. A proposta do primeiro CD autoral de Nelson Pietroski, finalizado dentro de um emaranhado de dificuldades, trouxe ao cenário musical o mais do bom, o velho do novo.

Uma pequena amostra, a faixa de abertura ELO disponível no SoundCloud:
http://soundcloud.com/fernanda-lelot/elo-faixa-do-cd-mau-de-nelson?utm_source=soundcloud&utm_campaign=mshare&utm_medium=twitter&utm_content=http://soundcloud.com/fernanda-lelot/elo-faixa-do-cd-mau-de-nelson